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CONFEDERAÇÃO DA MAÇONARIA
INTERAMERICANA HISTÓRIA E IMPORTÂNCIA DA CMI Texto de autoria do Irmão MANUEL MARIA DE SOUZA NETO, Past Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal, escrito em março de 1992: (atualizado por JOSÉ WOHLGEMUTH KOELZER NETO - Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Sul e Presidente da V Zona da CMI) Em 1868 a Revista "El Espejo Maçônico" --- dirigida pelo Irmão Andres Cassard, ajudado pelos Irmãos Pike, Mackey e Rocrell, todos eles ardorosos defensores dos postulados maçônicos --- que tinha como objetivo principal a divulgação dos sublimes princípios da Ordem em Cuba, no México, na América do Sul e na América Central, defendia a necessidade de uma "aliança ofensiva e defensiva entre os Altos Corpos Maçônicos do continente", enunciando já naquela oportunidade, alguns dos objetivos e bases que orientariam a criação da Confederação Maçônica Interamericana - CMI. Em 7 de janeiro de 1898 o Governo argentino programava a realização de um congresso que deveria reunir a Maçonaria latino-americana. Este evento, marcado para 15 de novembro do mesmo ano em Buenos Aires, não pode ser realizado em face de problemas internacionais ocorridos no mundo profano. O mês de janeiro de 1932 registra a realização da 1ª Conferência de Chefes da Franco-maçonaria Simbólica da América do Sul. Lamentavelmente este simpósio não logrou sucesso em decorrência da pouca representatividade. O II Convenio Masónico Nacional, levado a efeito em Santiago do Chile, no período de 19 a 22 de setembro de 1940, concordou em patrocinar um Congresso Maçônico Pan-americano. Reunidos em Chihuahua, no México, em abril de 1941, no Sexto Congresso Maçônico Nacional, as Grandes Lojas integrantes da Confederação dos Estados Unidos Mexicanos decidiram propor a todas as Grandes Lojas Regulares da América a realização do Primeiro Congresso Maçônico Pan-americano. A Grande Loja do Uruguai iniciou, ainda em 1941, um movimento com vistas à realização do Primeiro Congresso Maçônico Pan-americano. Sua idéia teve que ser adiada em face dos horrores da Segunda Grande Guerra Mundial, que tanto mal causou à Maçonaria. Foi exatamente nesse período negro da história universal, que os nossos Irmãos europeus sofreram as mais sérias perseguições, sendo que vários deles foram parar em prisões. Apenas nas Ilhas Britânicas ainda reinava uma certa normalidade. O ano de 1943 marca o reinicio da luta da Grande Loja do Uruguai em busca da realização do sonho ainda não concretizado da unidade da Maçonaria latino-americana. Convidou-se então, as Grandes Lojas do Chile e da Argentina a se juntarem àquela Grande Loja, o que resultou em maior força para a consecução dos objetivos colimados. Passados quatro anos de incessante trabalho, realiza-se a 14 de abril de 1947 no Oriente de Montevidéu, no Uruguai, a Primeira Conferência Interamericana da Franco-Maçonaria Simbólica, com a presença de 44 delegações. O México com 15 Grandes Lojas, o Brasil com 8, Bolívia, Peru, Venezuela, Equador, Argentina, Chile, Panamá, Paraguai, Uruguai e Porto Rico, foram os outros países participantes. A Espanha também esteve presente. A história da fundação da CMI tem início aí, quando as Grandes Lojas presentes a esse evento resolveram constituir entre elas um organismo maçônico que congregasse as Potências Maçônicas Regulares das Américas do Sul e Central. A CMI terá como finalidades fundamentais: contribuir para o fortalecimento e consolidação do ideal maçônico; elaborar programas maçônicos com vistas à capacitação dos membros de suas Confederadas para um desempenho mais eficiente no mundo profano, tornando suas atuações consentâneas com os princípios e doutrina ética da Maçonaria; permitir a expansão da Instituição em outras áreas geográficas, para o cumprimento de seus fins; coordenar a ação maçônica das Confederadas naqueles assuntos que lhes forem comuns; e incentivar, por todas as formas, o respeito aos direitos fundamentais do homem. A estrutura organizacional da CMI compreende a Grande Assembléia e o Conselho Executivo, presididos por um Presidente; 6(seis) Zonas, onde as Grandes Lojas estão agrupadas por regiões geográficas, presididas, cada uma delas, por um Vice-Presidente; e a Oficina Permanente, dirigida pelo Secretário-Executivo, sendo que todos os dirigentes são escolhidos através de eleição realizada por ocasião das Grandes Assembléias. A Grande Assembléia é o órgão máximo da CMI e suas reuniões ocorrem a cada (3) três anos. O Conselho Executivo, que é a reunião da Presidência, das 6(seis) Vice-Presidências, do Secretário-Executivo e dos ex-Presidentes da CMI, é o órgão que toma decisões durante o recesso da Grande Assembléia, de cuja aprovação, no entanto, depende seus atos e resoluções. A Oficina Permanente é o órgão encarregado de colocar em execução as decisões da Grande Assembléia e do Conselho Executivo; é responsável pela redação e distribuição do Informe Final; é de sua competência convocar a reunião do Conselho Executivo para organização do Temário de Conferências ou Grandes Assembléias a serem realizadas, bem como a designação da Grande Loja ou Grandes Lojas que serão relatoras dos temas inscritos; é seu dever , finalmente, manter informado o Conselho Executivo e as Confederadas sobre o andamento de seus trabalhos. São as seguintes as Zonas em que estão agrupadas as 69 (sessenta e nove) Confederadas que integram a CMI: ZONA I - Grandes Lojas Mexicanas (16); ZONA II - Grandes Lojas de Cuba, República Dominicana, Haiti e Porto Rico (4) ; ZONA III - Grandes Lojas da Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Panamá (6); ZONA IV - Grandes Lojas da Colômbia (7), Equador e Venezuela (2); ZONA V - Grandes Lojas do Brasil (27); e ZONA VI - Grandes Lojas da Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru, Uruguai e Espanha (7). A V Zona, está sendo presidida pela Muito Respeitável Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Sul, no período 2000-2003. Desde sua fundação em Montevidéu, no Uruguai, em 1947, a CMI realizou as seguintes Grandes Assembléias: 1ª - Montevideo - Uruguai - 1947 2ª - México - México/DF - 1952 3ª - Havana - Cuba - 1955 4ª - Santiago - Chile - 1958 5ª - San Juan - Porto Rico - 1961 6ª - Lima - Peru - 1964 7ª - Bogotá - Colômbia - 1967 8ª - Santo Domingo - República Dominicana - 1970 9ª - Buenos Aires - Argentina - 1973 10 - Rio de Janeiro - Brasil - 1976 11 - Caracas - Venezuela - 1980 12 - Lima - Peru - 1982 13 - Montevidéu - Uruguai - 1985 14 - Rio de Janeiro - Brasil - 1988 15 - Valle de México - México - 1991 16 - San Juan - Porto Rico - 1994 17 - Santiago - Chile - 1997 18 - Panamá - Panamá - 2000 19 - Será realizada no México em 2003 Nos cinqüenta e quatro anos de sua existência foram os seguintes os Presidentes da CMI: 1 - Armando R. Lerma ( Uruguai (1ª Conf.) - 1947 2 - Edgardo Portaro Mazzetti - Peru 3 - Gilberto Morey Sotomayor - Peru - 1947/1952 4 - Eduardo Ricon Gallardo - México 5 - Alfonso Poletti Nieva - México - 1952/1955 6 - Carlos Piñero y Del Cueto - Cuba - 1955/1958 7 - Aristóteles Berlendis Sturla - Chile - 1958/1961 8 - Hipólito Marcano - Porto Rico - 1961/1964 9 - Franklin Alarco Zumaeta - Peru - 1964/1967 10 - Carlos Alberto Rosas Rozo - Colômbia - 1967/1970 11 - Jaime Manuel Fernandez G. -República Dominicana- 1970/1973 12 - Cesar A. de La Vega - Argentina - 1973/1976 13 - Heitor Corrêa de Mello - Brasil - 1976/1980 14 - Ylderin Dominguez Cedeño - Venezuela - 1980/1982 15 - Emílio Cassina Rivas - Peru - 1982/1988 16 - Carlos A. Bolaña Rabade - Uruguai - 1985/1988 17 - Lury Nicolao Kler - Brasil - 1988/1991 18 - Jorge Barrera Vasquez - México - 1991/1994 19 - Juan Marcano Ortiz - Puerto Rico - 1994/1997 20 - Marino Pizarro Pizarro 21 - Dennis Allen Frias - Panamá - 2000/2001 22 - Guilhermo Arrocha - Panamá - 2001-2002 Neste mesmo período estiveram à frente da Oficina Permanente da CMI os seguintes Grandes Secretários-Executivos: 1 - Sérgio Gonzales Parodi - Chile 1947/1958 2 - Eduardo Rincon Gallardo - México - 1958/1976 3 - Edito Acevedo - Venezuela - 1976/1980 4 - Jaime Manuel Fernandez G. - República Dominicana - 1980/1985 5 - Ricardo Noriega Salaverry - Peru - 1985/1994 6 - Salim Zugaib - Brasil - 1994/1997 7 - Eduardo Vaccaro - Argentina - 1997/1999 8 - Juan J. Oyarzun - Chile - 2000 9 - Hector Luis Pandolfo - Brasil - 2000/2003 10 - Carlos Bolaña - Uruguai - 2004/2005 Os resultados positivos alcançados pela Maçonaria a partir da constituição da CMI são inquestionáveis. No campo das Relações Exteriores tem desenvolvido o preponderante papel ao oferecer uma ampla visão da Maçonaria latino-americana, principalmente no que diz respeito à Regularidade Maçônica, e ajudado as Confederadas que buscam novos Reconhecimentos no universo maçônico e no campo político, a decisiva atuação da CMI que levou à Havana, em Cuba, um grande número de Grãos-Mestres para pressionar o governo cubano a libertar inúmeros Irmãos que mantinha como seus prisioneiros políticos, permitiu aqueles Irmãos reaverem suas liberdades, em alguns casos, após vinte e cinco anos. Recentemente, o Presidente Fidel Castro, após exigir uma nota de apoio da Grande Loja de Cuba ao seu Governo e não ser atendido, passou a ameaçar o seu Grão-Mestre com a pena de morte. Foi programada uma nova visita de diversos Grãos Mestres da CMI a Cuba e o governante cubano teve então que ceder à força da Maçonaria e recuar em suas intenções. Destaco aqui dois projetos, considerados da maior importância, desenvolvido no seio da CMI. Um trata da criação da Associação Juvenil Interamericana, que tem por objetivo reunir os jovens filhos de Maçons integrantes das Confederadas e oferecer-lhes a oportunidade de discutir seus próprios problemas e suas participações no contexto da sociedade latino-americana. O outro projeto, sugerido pela Presidência da V Zona, propõe a realização de uma Seminário dos Grandes Secretários, Grandes Secretários das Relações Exteriores ou Grandes Chanceleres, a nomenclatura varia nos diversos países, paralela à Grande Assembléia, a exemplo do que ocorre no seio da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, que congrega as Grandes Lojas Brasileiras. Todos os fatos até aqui mencionados falam de Maçons, homens impregnados de nobres ideais, que sonharam e não tiveram a oportunidade de ver concretizados os seus sonhos. Maçons que plantaram a semente da unidade maçônica latino-americana. Falam, também, de Maçons, homens extremamente determinados, que não cessam sua luta em prol da preservação e fortalecimento da frondosa árvore gerada por aquela semente plantada. Dizem, finalmente, de Maçons, homens extremamente dedicados, que não hesitarão em nenhum momento em defender a existência e o crescimento da Confederação Maçônica Interamericana - CMI. Maçons, que em todo o vasto território latino-americano insistem, e insistirão sempre, na luta para que prevaleçam a justiça social, os valores basilares da Família, cellula mater da Sociedade, e o respeito pelas liberdades do homem, independentemente da camada social a que pertença. Na luta por uma Maçonaria forte, justa e regular, a CMI, suas Confederadas e seus integrantes não cessarão a difícil luta na busca da completa unidade maçônica latino-americana. Que o amor seja a mola mestra a nos impulsionar nessa constante e difícil luta e que o Grande Arquiteto do Universo proteja com suas bênçãos todos os Maçons, suas Famílias e todos os habitantes deste imenso continente. Os presidentes da V Zona até o momento foram (os que se conseguiu dados) : - Cezar Luiz Galhardo, até 27 de junho de 1997; - Heitor Rodrigues Freire, de 28 de junho de 1997 à 22 de junho de 2000; - João Batista de Carvalho de 23 de junho de 2000 à 16 de julho de 2000; -
José Wohlgemuth Koelzer Neto, de 17 de julho de 2000.... |